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O poste - Texto de Leonardo Brasiliense

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008 Texto de

Em mo­men­to al­gum o trá­fe­go pa­rou, ou qual­quer pes­soa deu im­por­tân­cia àque­la mu­lher na es­qui­na. Ves­tia um tra­je mi­li­tar des­bo­ta­do, não usa­va os co­tur­nos, mas ta­man­cos sem cor de­fi­ni­da. Em­pu­nha­va uma som­bri­nha com es­tam­pa de bei­jo, e nin­guém a via. Nin­guém no­ta­ra a pre­sen­ça da mu­lher ali des­de a ma­nhã. O dia in­tei­ro ao la­do do pos­te, ela era qua­se pos­te tam­bém. Que pen­sa­va? Iria pas­sar a noi­te ain­da na es­qui­na? Por que a rou­pa es­qui­si­ta? O guar­da-chu­va bem se en­ten­de, pois cho­via. Es­sa mu­lher­zi­nha in­sig­ni­fi­can­te, não va­le a pe­na con­ti­nu­ar fa­lan­do ne­la. Ao me­nos se gri­tas­se.

E-mail: lbrasiliense@uol.com.br

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