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De repente – Texto de Dudu Oliva

domingo, 18 de novembro de 2007 Texto de

DE REPENTE

Atra­vés da ja­nela pro­te­gida por uma grade e com vi­dros re­ves­ti­dos de in­su­filme vejo os pom­bos vo­ando para lá e para cá; o vento ba­lança os fios dos pos­tes e as fo­lhas das ár­vo­res. Um pas­sa­ri­nho se equi­li­bra num des­tes fios ao lado da car­caça de uma pipa. As cons­tru­ções cada vez mais al­tas não per­mi­tem ob­ser­var o morro, onde an­ti­ga­mente a pri­meira coisa que eu mi­rava era o verde in­tenso.

NASCER DO SOL 

O guer­reiro com a es­pada olha as mon­ta­nhas, sente uma pon­tada de es­pe­rança. Uma dona-de-casa com a louça olha as mon­ta­nhas, sente uma pon­tada de es­pe­rança. Um pa­dre com o cru­ci­fixo olha as mon­ta­nhas, sente uma pon­tada de es­pe­rança. Uma cri­ança com o ur­si­nho de pe­lú­cia olha as mon­ta­nhas, sente uma pon­tada de es­pe­rança. Uma cena, qua­tro mo­men­tos e o mesmo sen­ti­mento.

E-mail: dudu.oliva@uol.com.br

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