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Decadência - Texto de Dudu Oliva

quinta-feira, 4 de outubro de 2007 Texto de

No fi­nal da tar­de os cor­re­do­res fe­dem a mi­jo; os li­vros da bi­bli­o­te­ca são con­su­mi­dos por tra­ças e cu­pins. Quan­do a noi­te che­ga, mui­tos se apres­sam pa­ra ir em­bo­ra: a es­cu­ri­dão do cam­pus dá me­do, lâm­pa­das não fun­ci­o­nam, o pré­dio ina­ca­ba­do se pa­re­ce com ruí­nas. Às ve­zes, quan­do ven­ta, seu ruí­do com­põe ain­da mais o ce­ná­rio de­pri­men­te - me­sas e ca­dei­ras que­bra­das, ora pe­lo tem­po, ora por vân­da­los; às seis ho­ras da tar­de, a fa­cul­da­de se trans­for­ma num ce­mi­té­rio, ce­ná­rio an­gus­ti­an­te que se di­luiu no co­ti­di­a­no e que não cho­ca mais nin­guém.

E-mail: dudu.oliva@uol.com.br

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