A grande fo­to­gra­fia da fa­mosa atriz da por­no­chan­chada, na pa­rede da cela de­zoito, sur­pre­ende cada nova pre­si­diá­ria. As ou­tras vão logo ex­pli­cando que ali nin­guém é fã. Ela está é presa. Isso mesmo, fo­to­gra­fia presa. Es­que­ceu de la­var as mãos e foi de­nun­ci­ada pelo san­gue da ví­tima. Teve di­reito a se de­fen­der, é claro, jul­ga­mento nos con­for­mes, mas con­sen­tiu, com o si­lên­cio, à re­cons­ti­tui­ção su­ge­rida pelo pro­mo­tor: o re­trato, na sua áu­rea ju­ven­tude, não su­por­tando a flá­cida atu­a­li­za­ção da atriz que in­sis­tia em acom­pa­nhar o tempo, saiu da pa­rede e es­fa­queou a ve­lha. “Pe­cou por ig­no­rân­cia”, con­cluiu o pro­mo­tor. “Bem se en­tende seu medo, po­rém, to­dos sa­bem, fo­to­gra­fia não en­ve­lhece, no má­ximo pega mofo.”

E-mail: lbrasiliense@uol.com.br

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