Meu pri­meiro amor nas­ceu no pri­meiro dia da quinta sé­rie. Sen­tada na mi­nha frente, ela ves­tia uma ca­misa azul como até ali só mi­nha mãe ves­tia. As me­ni­nas até a quarta sé­rie só usa­vam roupa de cri­ança. En­tão ela se vi­rou e, na­ri­zi­nho torto e meio ar­re­bi­tado, per­gun­tou meu nome. Eu o disse como fosse a pri­meira vez. 

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