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Sonhos - Texto de Dudu Oliva

quarta-feira, 16 de maio de 2007 Texto de

O so­nho é a re­a­li­za­ção de um de­se­jo (Freud)

I

Ob­ser­vo uma mu­lher à bei­ra da pis­ci­na ela es­tá nua com uma má­qui­na de es­cre­ver so­bre o co­lo seu cor­po be­lo se con­tras­ta com a más­ca­ra gro­tes­ca que usa­va ela olha pa­ra mim de re­pen­te ti­ra a más­ca­ra seu ros­to era uma cra­te­ra on­de saiu a fra­se “Vo­cê é meu” vi-me amar­ra­do pe­la fra­se que pa­re­cia uma cor­da de ro­deio a qual os va­quei­ros usam pa­ra en­la­çar os bi­chos fui tra­ga­do pe­lo ros­to-bu­ra­co da mu­lher nua ago­ra ve­jo uma mo­ça com as ná­de­gas de fo­ra pei­da­va pé­ta­las de ro­sas ver­me­lhas e ca­ga­va hi­po­pó­ta­mos ala­dos fu­jo pa­ra mi­nha ca­sa ao en­trar na sa­la uma fen­da enor­me se abre no meio do chão apa­re­ce um seio enor­me que jor­ra quan­ti­da­des exor­bi­tan­tes de lei­te con­den­sa­do eu mi­nha fa­mí­lia os vi­zi­nhos co­me­ça­mos a na­dar a brin­car a be­ber o lei­te do­ce e sa­bo­ro­so

II

Ju­li­a­na te­ve um so­nho es­tra­nho. A sua ima­gem re­fle­ti­da sai do es­pe­lho e vai ao seu en­con­tro. Co­me­ça a bei­já-la. O so­nho foi tão in­ten­so, que ela fi­cou amar­gu­ra­da com a re­a­li­da­de do dia se­guin­te.

III

Ca­ra, ou­tro dia so­nhei que es­ta­va nu e que ti­nha asas. Uma en­tre­vis­ta­do­ra lou­ra, quan­do me fa­zia per­gun­tas so­bre o meu li­vro, não fa­la­va nor­mal, can­ta­va co­mo se fos­se uma can­to­ra lí­ri­ca.

IV

De re­pen­te, apa­re­ceu uma mu­lher na mi­nha ca­ma com uma enor­me bar­ri­ga e me pe­diu pa­ra aju­dá-la no par­to. Saíam de sua vul­va vá­ri­os pa­peis es­cri­tos es­vo­a­çan­tes. Quan­do ter­mi­nou de pa­rir, ela se le­van­tou e jun­tou as fo­lhas. - Ago­ra vou en­ca­der­nar os meus que­ri­dos con­tos e man­dar pa­ra uma edi­to­ra -. Foi em­bo­ra e eu acor­dei.

E-mail: dudu.oliva@uol.com.br

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