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Coração partido - Texto de Dudu Oliva

sexta-feira, 21 de outubro de 2005 Texto de

... es­cu­ta brin­ca­dei­ras: “ men­sa­lão”, “ di­zi­am-se tão ho­nes­tos”, “ se­rá que vais im­pe­a­ch­ment?”... Na es­co­la, Ze­ca per­ce­be que o pro­fes­sor dá au­la com lá­gri­mas nos olhos e que ten­ta ser for­te, mas pa­re­ce que es­tá à de­ri­va. Quan­do ter­mi­na a au­la, to­dos vão em­bo­ra; Ze­ca es­pe­ra e vai fa­lar com o pro­fes­sor: - Tá tu­do bem com vo­cê? O se­nhor tá tão tris­te. - Meu chão caiu – de­sa­ba. E cho­ra. As lá­gri­mas des­man­cham a ima­gem da­que­le ho­mem gran­dão que, mes­mo brin­ca­lhão, mos­tra­va-se sem­pre for­te. O alu­no o abra­çou. In­ver­te­ram-se os pa­péis por mi­nu­tos... Quan­do o ho­mem per­ce­be o que es­tá acon­te­cen­do, afas­ta-se do me­ni­no. Não po­de per­der a pos­tu­ra de pro­fes­sor. Pe­de des­cul­pas e vai em­bo­ra. Ze­ca nun­ca con­tou a nin­guém o que acon­te­ceu. Sem­pre foi bom de guar­dar se­gre­dos...

E-mail: dudu.oliva@uol.com.br

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