Be­be­zi­nho

No dia 10 de maio, nas­ceu o fi­lho de uma que­rida amiga. Vê-lo ma­mando, co­rado e bo­che­chudo, na mãe é uma cena re­con­for­tante para os olhos e para o co­ra­ção. Ela já o chama de prín­cipe e ele se­gue firme na sua re­a­leza den­tro de um ma­ca­cão verde-claro ta­ma­nho PP. Lu­cas está nas­cendo num Bra­sil que pro­mete se re­no­var. Quero acre­di­tar que, da­qui a 20 anos, esse com­pro­misso te­nha sido cum­prido – pelo me­nos em parte. Que haja mais cri­an­ças nas es­co­las do que nas ruas; mais car­rei­ras prós­pe­ras do que su­bem­pre­gos in­for­mais. Que haja ações so­ci­ais con­cre­tas, e não an­te­pro­je­tos es­bo­ça­dos no com­pu­ta­dor; so­lu­ções efe­ti­vas, e não me­di­das pa­li­a­ti­vas. Que haja po­lí­ti­cos com­pe­ten­tes com fi­cha limpa, e não la­drões en­gra­va­ta­dos com con­tas recém-camufladas na Suíça. Es­pero que Lu­cas se or­gu­lhe de per­ten­cer a uma na­ção em que cada bra­si­leiro saia da ma­ter­ni­dade com a ver­da­deira pa­tente de ci­da­dão.

12 de ju­nho

Está che­gando o Dia dos Na­mo­ra­dos, um bom mo­tivo para os lo­jis­tas aque­ce­rem as ven­das de per­fu­mes, ur­si­nhos de pe­lú­cia, ca­mi­se­tas, lin­ge­ries, bom­bons, flo­res e CDs. Ok, a data tem um no­tó­rio apelo co­mer­cial, mas não deixa de ser ro­man­ti­ca­mente in­te­res­sante pen­sar que o ca­len­dá­rio se veste de cor-de-rosa em ju­nho para ce­le­brar a união dos apai­xo­na­dos. Cada um tem uma his­tó­ria de amor di­fe­rente para con­tar, mas os sin­to­mas são sem­pre os mes­mos: per­nas bam­bas, ta­qui­car­dia, voz em fal­sete, suor frio, boca seca e um de­sejo ir­re­freá­vel de acor­dar can­tando uma mú­sica linda do Skank ou do Ca­pi­tal Ini­cial.

Santo Antô­nio

Se você acre­dita em sim­pa­tias e está solteira(o), anote esta: na noite de 12 de ju­nho, re­corte 12 pe­da­ços de pa­pel e es­creva, em cada um de­les, os no­mes de de­cla­ra­dos ou po­ten­ci­ais pre­ten­den­tes. Do­bre os pa­pei­zi­nhos em qua­tro par­tes e coloque-os em um prato fundo com água de­baixo da sua cama. Na ma­nhã do dia 13, as­sim que acor­dar, ob­serve a si­tu­a­ção do prato e grave o nome es­crito no pa­pel de­sen­ro­lado: diz a cul­tura po­pu­lar que é com essa pes­soa que você irá se ca­sar (ou vi­ver uma tre­pi­dante his­tó­ria de amor, sabe-se lá…). Se no­tar dois ou mais pa­pei­zi­nhos aber­tos, a hi­pó­tese mais aceita é que você terá uma vida sen­ti­men­tal, no mí­nimo, (cof, cof!) bem mo­vi­men­tada.

(Não) afasta de mim esse cá­lice!

Quer sur­pre­en­der seu amor? En­tão, dê de pre­sente um vi­nho do porto de ótima qua­li­dade no dia 12 de ju­nho. Anote as mar­cas ba­ca­nas: Bor­ges, Ca­lem, Cockburn’s, Croft, De­la­force, Fer­reira, Fon­seca, Graham’s, Of­fley, Os­borne, Porto Bar­ros, Quinta Er­va­moira, Quinta da Foz, Quinta da Leda, Quinta de La Rosa, Quinta do In­fan­tado, Ra­mos Pinto, Real Com­pa­nhia Ve­lha, Ro­ma­riz e Taylor’s. A dica é de um amigo por­tu­guês, que mora… na Ci­dade do Porto!

Hard game

As ima­gens dos ira­qui­a­nos tor­tu­ra­dos su­ge­rem que a guerra, para grande parte dos com­ba­ten­tes ame­ri­ca­nos, é uma ex­ten­são da lan house da es­quina. Uma fi­lial, uma fran­quia, uma uni­dade 2. Um campo de ba­ta­lha para ani­qui­lar ini­mi­gos iguai­zi­nhos aos bad guys que po­voam os ga­mes. Será que o alto co­mando mi­li­tar che­fi­ado por Bush irá a jul­ga­mento in­ter­na­ci­o­nal para cri­mes de guerra? Ou será que basta re­se­tar a má­quina e re­co­me­çar do zero?

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