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Minha biografia não autorizada – Capítulo 1

segunda-feira, 28 de outubro de 2013 Texto de

Aos oito ou nove anos, eu que­ria ser mé­dico (nada a ver com aquele lance de brin­ca­dei­ras com as pri­mi­nhas). Mé­dico, mesmo. Em casa ti­nha uns li­vros de capa azul que mos­tra­vam fo­tos de mé­di­cos na sala de ci­rur­gia e eu so­nhava ser um de­les.

De­pois quis ser ma­es­tro. Não sei por que das quan­tas, ha­via na ga­veta de um ar­má­rio uns pau­zi­nhos com os quais se come co­mida ja­po­nesa. Um de­les era a mi­nha ba­tuta.

Mais adi­ante, lo­cu­tor es­por­tivo.

E, por fim, mú­sico.

Tam­bém que­ria fa­zer coi­sas boas pelo mundo. 

É duro ver que não fui nada, que não fiz nada. 

O que me salva é aquele resto de areia na am­pu­lheta.

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