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segunda-feira, 3 de maio de 2010 Texto de

O jor­na­lista, por sua na­tu­reza, ge­ral­mente acre­dita (mesmo que ape­nas lá no fundo) sa­ber o que é mais im­por­tante para o con­su­mi­dor de sua pro­du­ção. Por isso mui­tas ve­zes co­mete o pe­cado de não dar im­por­tân­cia a de­ta­lhes que lhe pa­re­cem su­pér­fluos e de­sin­te­res­san­tes. E, tam­bém ge­ral­mente, são es­sas “coi­si­nhas” que mais atraem o lei­tor.

Prin­ci­pal­mente nesta época, em que a no­tí­cia é re­pe­tida mil ve­zes pe­los mil veí­cu­los de co­mu­ni­ca­ção que pro­cu­ram nos fa­tu­rar, o jor­na­lismo pode re­cor­rer a uma ve­lha má­xima do fu­te­bol – é no de­ta­lhe que se ga­nha o jogo. Ou, no caso, o lei­tor, o te­les­pec­ta­dor, o ou­vinte.

Há al­guns dias, par­ti­ci­pei de uma reu­nião que tam­bém con­tou com a pre­sença do fa­mo­sís­simo Washing­ton Oli­vetto. Ele ha­via lido os prin­ci­pais jor­nais na­quela ma­nhã. E, em vez de Lula, Serra e Dilma, o que fi­cou ba­tu­cando na ca­beça dele foi uma frase de um ta­xista ca­ri­oca que evi­tou su­bir uma de­ter­mi­nada rua por­que ali a la­deira é muito “in­grid”. Ah! Ah! Ah! Sen­sa­ci­o­nal!

Além do de­ta­lhe, é pre­ciso que os, tam­bém ge­ral­mente, si­su­dos jor­na­lis­tas deem uma chance ao hu­mor. Uma la­deira muito “in­grid” é, como di­riam 90% dos jo­vens jor­na­lis­tas, do ca­ra­lho, véio.

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