Impressões

Música

terça-feira, 9 de março de 2010 Texto de

Ge­ral­mente, passo mais ou me­nos qua­renta ho­ras por mês na es­trada, vi­a­jando a tra­ba­lho. Ouço rá­dio, mas na maior parte do tempo pre­firo meus CDs. Car­rego de Elis a Be­nito di Paula. De Ca­e­tano a Raul. Acho que não te­nho um es­tilo pró­prio quando o as­sunto é mú­sica… rs­s­sss. Sei ape­nas que gosto de can­ções que me di­zem algo. E isso às ve­zes in­de­pende de le­tra. E nunca de­pende do in­tér­prete. Um acorde pode ser ca­paz de me aper­tar o co­ra­ção ou me fa­zer rir. Quando me en­volve, uma mú­sica é mi­nha com­pa­nheira de es­trada.

Fiz um co­men­tá­rio (na quinta-feira, 4 de março) so­bre “Sky­line Pi­geon”, de El­ton John. Essa mú­sica, por exem­plo, me trans­porta para mi­nha in­fân­cia, para uma época em que eu nem sa­bia o que ela di­zia. Mas mesmo as­sim, ao ouvi-la, algo me en­chia o co­ra­ção de es­pe­rança. Acho que se um dia eu en­joar de “Sky­line Pi­geon” será por­que es­ta­rei co­me­çando a mor­rer.

É cu­ri­oso esse sen­ti­mento nas­cido numa can­ção. Desde seus pri­mei­ros sons in­con­fun­dí­veis , “Ale­gria, ale­gria”, de Ca­e­tano Ve­loso, leva meu co­ra­ção para as ruas en­so­la­ra­das de mi­nha ci­dade na­tal. É um mo­mento en­tre meio-dia e duas da tarde. E eu es­tou lá, em meio a um forte ca­lor. Ouço vo­zes sem po­rém compreendê-las, as pes­soas es­tão em seu ritmo nor­mal, sinto o vento quente em meu rosto e do meu peito brota uma emo­ção inex­pli­cá­vel.

Cas­te­lão

Um dos pos­tos mais tra­di­ci­o­nais da ro­do­via Cas­tello Branco, o Cas­te­lão, está fe­chado. Mas pelo jeito, a coisa é tem­po­rá­ria. Há um aviso pre­gado na fa­chada do pré­dio di­zendo que bre­ve­mente ali sur­girá um “novo Cas­te­lão”. Pos­tos nas ro­do­vias tam­bém são bons com­pa­nhei­ros de vi­a­gem.

Pa­té­ti­cos

Como é triste ver cer­tos sin­di­ca­lis­tas se de­ses­pe­ra­rem com a pos­si­bi­li­dade de fi­car sem as ma­ma­tas que al­gu­mas en­ti­da­des pro­por­ci­o­nam a eles. Co­nheço sin­di­ca­lis­tas que se en­tre­gam ou já se en­tre­ga­ram ver­da­dei­ra­mente aos ob­je­ti­vos para os quais suas fun­ções fo­ram cri­a­das. Sin­di­ca­lis­tas que se pau­tam pela ética e pelo tra­ba­lho. Mas al­guns es­pé­ci­mes de­les são pa­té­ti­cos. Para eles, o pre­si­dente ainda é o Mé­dici. E pior: acham que po­dem en­ga­nar a to­dos eternizando-se em suas fun­ções. Che­gam a pe­dir pelo amor de Deus para que não dei­xem de con­tri­buir com as men­sa­li­da­des que lhes ser­vem, tam­bém, para be­ne­fí­cios pró­prios.

Bi­cho

Cam­pi­nas inau­gu­rou há pou­cos dias a pri­meira De­le­ga­cia de Pro­te­ção aos Ani­mais do Es­tado de São Paulo. Co­chi­cho isso à mi­nha ca­chor­ri­nha (que, aliás, está aqui ao meu lado) e ela vem me pe­dir um ca­ri­nho. Que to­dos os ani­mais me­re­cem. Digo, os ir­ra­ci­o­nais.

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