Impressões

Simples

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 Texto de

As me­lho­res li­ções de jor­na­lismo es­tão no dia-a-dia. Claro que os li­vros e as te­o­rias de­sen­vol­vi­das por meio de es­tu­dos, aná­li­ses e pes­qui­sas são fun­da­men­tais. Mas sem a sim­pli­ci­dade do co­ti­di­ano, sem o modo sim­ples como as coi­sas mais com­ple­xas po­dem se apre­sen­tar, a te­o­ria fica de perna que­brada.

Ve­jam esta: uma vez, meu amigo Déco, que tem um jor­nal se­ma­nal, res­pon­deu as­sim a um lei­tor que re­cla­mou so­bre a falta de mais con­teúdo no se­ma­ná­rio dele: “O meu jor­nal é só pra dar uma olha­di­nha por cima” (ahahahahahahaha). Sen­sa­ci­o­nal! Mo­ral da his­tó­ria: o que po­de­ria ser visto como algo ne­ga­tivo nos faz tam­bém um alerta: tudo deve ser ava­li­ado con­forme o pro­jeto. A que o veí­culo se pro­põe? Sem pro­jeto, o jor­na­lismo se perde em meio a tan­tas pos­si­bi­li­da­des que se apre­sen­tam, tanto para quem o faz quanto para quem o con­some. Com uma pro­posta bem de­fi­nida, tudo fica mais fá­cil, claro e ho­nesto para todo mundo.

E para en­cer­rar o papo com o lei­tor, o De­qui­nho ainda deu um con­se­lho a ele: “Se você qui­ser ler bas­tante no­tí­cia, é só com­prar a Fo­lha ou o Es­ta­dão”. Esse papo ro­lou numa banca em Ca­fe­lân­dia na dé­cada de 1980. Mais uma vez, sen­sa­ci­o­nal!

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