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Sabores

sábado, 16 de janeiro de 2010 Texto de

Só de­pois que Diva en­trou em sua vida é que Ra­miro per­ce­beu que an­tes dela nunca co­nhe­cera sa­bo­res ver­da­dei­ros. Ja­mais ex­pe­ri­men­tara o em­bri­a­gante sa­bor de vi­nho como o da boca de Diva. Quando co­nhe­ceu e ex­plo­rou as en­tra­nhas da­quele corpo, encantou-se com o sa­bor de mel sil­ves­tre. Sem­pre que a via triste, era ator­men­tado pelo sa­bor me­tá­lico do medo de perdê-la. O per­fume de flor que vi­nha dos ca­be­los de Diva se com­ple­tava com o sa­bor de seiva que sua lín­gua sen­tia quando lhe bei­java a nuca.

No dia em que Diva se foi, um sa­bor amargo instalou-se em sua alma e nunca mais aban­do­nou Ra­miro.

E-mail: anaflores.rj@terra.com.br

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