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Às primeiras horas da manhã

segunda-feira, 6 de julho de 2009 Texto de

A var­ri­ção lá fora o acorda. Está do­lo­rido, mas in­siste em sair do quarto. A irmã, man­cando e cheia de he­ma­to­mas no rosto, lhe pre­para o café. Os pais com fe­ri­das pro­fun­das fa­zem a co­leta do que ainda serve. Foi tudo muito rá­pido; ho­mens in­va­di­ram a vila e pra­ti­ca­ram vá­rios ti­pos de bar­ba­ri­da­des. O pai en­tra na co­zi­nha e des­via o olhar do fi­lho que re­pete o mesmo gesto. No si­lên­cio da casa des­po­jada, a fa­mí­lia reúne es­ti­lha­ços por todo canto.

“O di­abo não há! É o que eu digo, se for … existe é ho­mem hu­mano. Tra­ves­sia.” Gui­ma­rães Rosa em “Grande Ser­tão: Ve­re­das”.

E-mail: dudu.oliva@uol.com.br

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