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Repentinamente

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008 Texto de

REPENTINAMENTE

Vi­ve­mos em cam­pos mi­na­dos, on­de tu­do po­de acon­te­cer. Po­de­mos se­guir adi­an­te ou fi­car­mos di­la­ce­ra­dos. Es­tou em paz, sin­to-me uma pis­ci­na azul trans­bor­dan­do. Sin­to a bri­sa pe­la gra­de­a­da do quar­to, por en­quan­to, tu­do es­tá cal­mo. Vou ter uma boa noi­te de so­no... ou não. Tu­do é flu­xo, o in­fi­ni­to é um con­jun­to de fi­ni­tos.

PÁRA TUDO

Per­di-me. O trem não po­de pa­rar? Vo­cê diz que pre­ci­so se­guir em fren­te e que o trem é o sím­bo­lo do pro­gres­so. Dei­xe-me fi­car por aqui. O trem é tão rá­pi­do é tão rá­pi­do, não ve­jo na­da, es­tou anes­te­si­a­do, que­ro ca­mi­nhar com as mi­nhas pró­pri­as per­nas. A ma­gia aca­bou, tu­do es­tá se­co de­mais. Vo­cê diz que irei pa­ra a ter­ra das opor­tu­ni­da­des. Não que­ro ir, mas de­vo se­guir em fren­te.

E-mail: dudu.oliva@uol.com.br

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