Impressões

Perda irreparável

quinta-feira, 5 de junho de 2008 Texto de

A re­per­cus­são da morte da ex-primeira-dama Ruth Car­doso, mu­lher do ex-presidente Fer­nando Hen­ri­que, jun­tou uma sé­rie de de­cla­ra­ções ini­ci­a­das pela tal “perda ir­re­pa­rá­vel”. Sem­pre que morre uma per­so­na­li­dade, deparamo-nos com essa re­a­ção. Claro, é com­pre­en­sí­vel. Mas muito ób­via. Toda perda é ir­re­pa­rá­vel. Mesmo nos anô­ni­mos mais anô­ni­mos, sem­pre ha­verá uma fa­mí­lia em pran­tos pen­sando na perda ir­re­pa­rá­vel. Se não hou­ver fa­mí­lia, lá es­tará um amigo a la­men­tar o va­zio que fi­cará para sem­pre en­quanto ele vi­ver. E mesmo sem amigo, ao me­nos um ca­chorro fi­cará de ore­lha em pé, ca­beça a pen­der, olhos tris­to­nhos, sentindo-se tão só. 

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