Fe­liz Dia dos Na­mo­ra­dos, an­tes e de­pois da data. Se você tem al­guém, por fa­vor, nunca deixe a coisa ni­ve­lar por baixo. 

No co­meço, é aquele fu­ror. Aquela can­dura. Mis­tura de fu­ra­cão e cal­ma­ria. Tudo por ela. Tudo por ele. Um nojo sau­dá­vel de­mais.

Taí um pe­ríodo de pura ma­gia e en­ga­na­ção. De ilu­são com ares de con­cre­tude. Fase a se cur­tir até o osso. E além dele. 

No pe­ríodo de apro­xi­ma­ção, o es­tra­nha­mento ajuda a criar res­peito. O ou­tro ainda é uma es­finge. Isso ins­tiga e ex­cita. Fora o ar de bobo, o sor­riso fá­cil e o te­são evi­dente.

O pe­ríodo de in­cu­ba­ção pa­rece criar o in­só­lito en­con­tro en­tre o platô­nico e o pal­pá­vel. É aquele co­meço de tudo, no qual to­dos os ma­nei­ris­mos do parceiro(a) são mo­tivo para ale­gria em du­pla. Os de­fei­tos são per­mi­ti­dos, ne­ces­sá­rios, bem-vindos. Com­põem a per­so­na­li­dade ir­re­sis­tí­vel do amado(a). Tudo é di­ver­tido, ma­li­ci­oso e pu­e­ril.

De­pois de um tempo… Bem, de­pois de um tempo…

O de­sa­fio é ou­tro: a con­vi­vên­cia, o com­pa­nhei­rismo, o co­mo­dismo, o ca­si­nho for­tuito. A hi­po­cri­sia. Sim, você vai pas­sar por ela. Ou ser ví­tima dela. E pro­ta­go­nista tam­bém. De uma his­tó­ria hi­pó­crita e nem tão cruel as­sim.

Mas não há aqui de­sen­can­ta­mento.

Só não ni­vele por baixo, por fa­vor.

E nunca, nunca mesmo, en­tre­gue seu con­trole aci­o­ná­rio para ela(e). Ame, dê ve­xame, acre­dite nisso com toda a força de seus bra­ços fra­cos. Mas te­nha o con­trole de seus sen­ti­men­tos para não des­cam­bar num ciúme des­tru­tivo, rui­doso e ame­a­ça­dor.

E seja, ca­sado ou ini­ci­ante, o que o nome da coisa pres­su­põe: um ena­mo­rado. Jo­vial, con­victo e muito a fim. Desde o co­meço. Muito a fim.

E-mail: jfeza@bol.com.br

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