Geral

Banda Rubber Soul resgata magia dos Beatles

sexta-feira, 18 de junho de 2004 Texto de

Eles ten­tam fu­gir do co­mum. Pro­cu­ram dar ao show al­go mais do que mú­si­ca. Res­ga­tam, atra­vés de uma re­tros­pec­ti­va de ima­gens, a pró­pria his­tó­ria dos Be­a­tles e de John Len­non. Fa­lei com Evan­dro Sou­za, vo­ca­lis­ta da Rub­ber Soul (fo­to), ban­da co­ver dos Be­a­tles.

Co­mo vo­cês po­dem me con­ven­cer a ir a um show da Rub­ber Soul? É pre­ci­so ser “be­a­tle­ma­nía­co” ou vo­cês têm gar­ra­fa va­zia pra to­do mun­do?

Ser be­a­tle­ma­nía­co é um bom mo­ti­vo pa­ra as­sis­tir aos nos­sos shows, mas, com to­da cer­te­za, é um show aber­to tam­bém pa­ra aque­les não são fãs dos Be­a­tles. Mes­mo por­que exis­te sem­pre al­guém que te­nha cu­ri­o­si­da­de em co­nhe­cer a obra dos Fab­Four, e po­der ou­vir as can­ções ao vi­vo, é um pra­to cheio. Pra quem já é fã, é di­ver­são ga­ran­ti­da. Quem não é, cur­te do mes­mo jei­to. Al­guns aca­bam se tor­nan­do fãs sim, pois a mú­si­ca con­ta­gia... (rs)

Ca­da um de vo­cês pro­cu­ra in­cor­po­rar um dos qua­tro de Li­ver­po­ol ou não dá por­que so­bra um?

Bom, nun­ca nos pre­o­cu­pa­mos com es­se ne­gó­cio de in­cor­po­rar ou de se fan­ta­si­ar de be­a­tle. Em al­gu­mas oca­siões, a gen­te ape­nas brin­ca com is­so, ti­ra um sar­ro. Eles são úni­cos e a gen­te só é uma ban­da que to­ca a mú­si­ca de­les. A nos­sa pro­pos­ta é fa­zer com que a mú­si­ca e a obra dos Be­a­tles per­ma­ne­çam vi­vas. Por is­so nos­sa de­di­ca­ção é to­tal.

Co­mo e quan­do es­sa his­tó­ria co­me­çou? To­do mun­do es­tá jun­to des­de o iní­cio?

Bem, a ban­da exis­te há 1 ano e 8 me­ses, quan­do co­me­ça­mos a nos reu­nir pa­ra de­fi­nir re­per­tó­rio e en­sai­ar. Na es­tra­da, fa­zen­do shows, tem 1 ano e 2 me­ses. Foi em abril/2003 que fi­ze­mos nos­sa pri­mei­ra apre­sen­ta­ção, no Ar­ma­zén Bar (vo­cê e a Fer es­ta­vam lá....legal!). De lá pra cá, já ro­da­mos bas­tan­te e to­ca­mos mui­to. Es­ta­mos jun­tos des­de o iní­cio, quer di­zer, co­mi­go (Evan­dro), Mar­co Zam­bon, Fá­bio Li­ma e o Pau­li­nho Del Nery. O Edu­ar­do Mo­ret­to fez par­te da ban­da, na for­ma­ção ori­gi­nal, até há bem pou­co tem­po. Ele saiu pra de­sen­vol­ver seus pró­pri­os pro­je­tos e ago­ra es­ta­mos com um no­vo “5º ele­men­to”, o Car­los, que se­rá apre­sen­ta­do for­mal­men­te no show do dia 25, que se­rá a sua es­tréia com a gen­te. O Car­los é um mú­si­co ro­da­do, co­nhe­ce mui­to e tão bom quan­to o Mo­ret­to.

E o show? Vo­cês vão com re­per­tó­rio pron­to ou acei­tam in­ter­fe­rên­cia da pla­téia?

O que fa­ze­mos nor­mal­men­te, te­mos um set list já pron­to. Mas sem­pre aten­de­mos aos pe­di­dos da pla­téia, prin­ci­pal­men­te dos fãs dos Be­a­tles, que sem­pre que­rem ou­vir uma mú­si­ca es­pe­ci­al, e pra is­so a gen­te sem­pre tem al­guns “ases” na man­ga. Pa­ra es­te show es­pe­cí­fi­co (Tri­bu­to a John Len­non), o re­per­tó­rio é “fe­cha­do”, ou se­ja, co­mo há uma in­te­ra­ção com ima­gens em um te­lão, fi­gu­ri­no, etc, fi­ca di­fí­cil aten­der a pe­di­dos. Mas é um show pra se cur­tir e se emo­ci­o­nar, sem dú­vi­da.

Quan­tos shows vo­cês já fi­ze­ram?

Ah, já per­de­mos a con­ta... Di­ga­mos mais de 5 e me­nos de mil!!! (rs)

John Len­non mor­reu há mais de vin­te anos. Os Be­a­tles aca­ba­ram bem an­tes. Mes­mo as­sim, é pos­sí­vel ver mui­ta gen­te jo­vem, que nem ha­via nas­ci­do em 1980, cur­tin­do su­as mú­si­cas. Qual é a ma­gia?

A pró­pria mú­si­ca dos Be­a­tles é a ma­gia. É má­gi­ca pu­ra em ca­da acor­de e me­lo­dia. Cer­ta vez eu li que é meio “he­re­di­tá­rio”, pois pas­sa de pai pra fi­lho, de avô pra ne­to e por aí vai. Acre­di­to que tan­tos jo­vens e até cri­an­ças, in­clu­si­ve, ain­da se iden­ti­fi­cam mui­to com a mú­si­ca dos Be­a­tles. Os ca­ras fi­ze­ram um som di­fe­ren­te de tu­do o que ro­la­va no ce­ná­rio mu­si­cal da épo­ca. Eles cri­a­ram um es­ti­lo pró­prio e ou­sa­ram nos ar­ran­jos, o que, pa­ra a mú­si­ca pop, pa­ra o rock, era di­fí­cil de se ima­gi­nar. Mui­tas ban­das de ho­je ain­da uti­li­zam ele­men­tos que os Be­a­tles cri­a­ram. E é en­gra­ça­do, pois mes­mo de­pois de qua­se 40 anos ou mais, ain­da con­ti­nua mui­to atu­al. Quan­do ou­ço, por exem­plo, “Hey Ju­de”, te­nho a im­pres­são que foi gra­va­da no dia an­te­ri­or. É mui­to ma­lu­co, mas má­gi­co!!!

Vo­cês acham que ban­das co­mo a de vo­cês co­la­bo­ram pa­ra man­ter es­sa his­tó­ria fan­tás­ti­ca dos Be­a­tles?

Ah, sem dú­vi­da ne­nhu­ma. São inú­me­ras ban­das “be­a­tle” es­pa­lha­das pe­lo mun­do e não só na In­gla­ter­ra. No Bra­sil exis­tem óti­mas ban­das e, se­gun­do ou­vir di­zer, são as me­lho­res.

Tem mui­ta ban­da co­ver dos Be­a­tles por aí? Em que área ge­o­grá­fi­ca a de vo­cês atua?

Bom, tem e mui­ta ban­da boa. Bau­ru já até re­ce­beu du­as de­las e as mais fa­mo­sas, a Be­a­tles Fo­re­ver e a Ab­bey Ro­ad, que são da ca­pi­tal. Tem ain­da a do nos­so ami­go Mar­co Mal­la­gol­li, pre­si­den­te do fã-clu­be Re­vo­lu­ti­on, mes­mo no­me da ban­da de­le. Nós to­ca­mos em qua­se to­dos os lu­ga­res pos­sí­veis aqui de Bau­ru. Que­re­mos ser uma al­ter­na­ti­va aqui na re­gião e até em al­gu­mas ou­tras ci­da­des do es­ta­do de São Pau­lo. Na ca­pi­tal é que se con­cen­tra um mai­or nú­me­ro de ban­das co­ver, e nem sem­pre o pú­bli­co do in­te­ri­or tem aces­so aos shows. Por is­so, jun­to com ou­tras ban­das do in­te­ri­or, pro­cu­ra­mos le­var a mú­si­ca dos Be­a­tles pra um mai­or nú­me­ro de pes­so­as.

Vo­cês to­dos sem­pre es­ti­ve­ram li­ga­dos aos Be­a­tles ou um ou ou­tro pe­gou o bon­de an­dan­do?

Ah, o Pau­li­nho Del Nery co­nhe­cia bem pou­co, hein?!! Ele é um óti­mo ba­te­ris­ta, mas acho que só co­nhe­cia uma can­ção ou ou­tra, que ele fa­zia em ou­tros tra­ba­lhos. Foi to­can­do na Rub­ber Soul que ele co­me­çou a des­co­brir com mais pro­fun­di­da­de as can­ções e o mun­do be­a­tle. O Fá­bio é fã des­de os 9 anos (o mais be­a­tle­ma­nía­co da ban­da). O Zam­bon sem­pre foi fã, sen­do o gui­tar­ris­ta de mão cheia que é. Eu des­co­bri por aca­so... Com 14 ou 15 anos, ou­vin­do “Ima­gi­ne”, que é do Len­non. Mas acho que to­do mun­do, num cer­to sen­ti­do, es­te­ve li­ga­do aos Be­a­tles.

A Rub­ber Soul tem cer­ta fa­ma de per­fec­ci­o­nis­mo. Qual a re­cei­ta pa­ra in­ter­pre­tar com pre­ci­são um gru­po tão ex­tra­or­di­ná­rio co­mo os Be­a­tles?

Bom, o in­gre­di­en­te prin­ci­pal é gos­tar do que faz. Gos­tar da mú­si­ca e gos­tar dos Be­a­tles, cla­ro. Quan­to ao mo­do de in­ter­pre­tar, a gen­te pro­cu­ra a fi­de­li­da­de, pra fa­zer di­rei­to. Não imi­ta­mos nin­guém, fa­ze­mos tu­do de mo­do bem na­tu­ral. E cla­ro, há um em­pe­nho de to­dos nos en­sai­os, na ho­ra de es­tu­dar de­ter­mi­na­da can­ção. Pro­cu­ra­mos fa­zer bem e bo­ni­to, pois fã de be­a­tle é exi­gen­te. Pra se ter uma idéia, o Pau­li­nho trans­cre­veu a par­ti­tu­ra de ba­te­ria de ca­da can­ção do re­per­tó­rio. Aí já se vê co­mo o tra­ba­lho é le­va­do a sé­rio.

A bus­ca pe­la in­ter­pre­ta­ção per­fei­ta to­lhe a ex­pres­são ar­tís­ti­ca de quem in­ter­pre­ta? Ao in­ter­pre­tar os Be­a­tles, vo­cês de al­gu­ma ma­nei­ra pas­sam por ci­ma de ca­rac­te­rís­ti­cas in­di­vi­du­ais?

Hum...não, is­so não, mes­mo por­que acho que a in­ter­pre­ta­ção per­fei­ta foi fei­ta pe­los pró­pri­os Be­a­tles. Não acho que se pos­sa fa­zer do jei­to per­fei­to, mas, acre­di­to que se po­de che­gar bem pró­xi­mo ao que eles fi­ze­ram. É dei­xar a mú­si­ca fa­lar por si mes­ma, res­pei­tan­do a ca­rac­te­rís­ti­ca e a per­so­na­li­da­de de ca­da um da ban­da. Exis­tem li­mi­ta­ções e, cons­ci­en­tes dis­so, bus­ca­mos a per­fei­ção den­tro de nos­sos li­mi­tes, que é fa­zer com que a mú­si­ca se­ja exe­cu­ta­da de ma­nei­ra cla­ra pa­ra quem nos as­sis­te e nos ou­ve.

Que­rem dei­xar o te­le­fo­ne e o e-mail pa­ra con­ta­to?

Ah, is­so é im­por­tan­te, pois sem di­vul­ga­ção... Aí vai:

Evan­dro DeSouza:(14) 3276-4124 ecesar10@estadao.com.br

Fá­bio Lima:(14) 3234-3610 / 9652-7847 sergeant.pepper@uol.com.br

Lo­go tem o nos­so si­te pin­tan­do na net!!!

Ser­vi­ço:

Na sex­ta-fei­ra, dia 25 de ju­nho, a ban­da Rub­ber Soul faz o show Tri­bu­to a John Len­non. O even­to se­rá em Bau­ru, às 21h, no an­ti­go Pi­er 14, ave­ni­da Du­que de Ca­xi­as, 15-83. O in­gres­so cus­ta R$ 15,00 no lo­cal. Pa­ra quem qui­ser com­prar an­te­ci­pa­do, o pre­ço cai pa­ra R$ 10,00 e mais um aga­sa­lho ou 1 Kg de ali­men­to não pe­re­cí­vel pa­ra o CEAC. Pos­tos de ven­da an­te­ci­pa­da: Com­pran­do, Mu­sic Sound (Bau­ru Shop­ping), Ta­ti­e­li e CEAC. In­for­ma­ções pe­los te­le­fo­nes (14) 3226-3141 ou 9793-8349.

Quem faz par­te da ban­da Rub­ber Soul

Evan­dro Sou­za: voz e vi­o­lão

Fá­bio Li­ma: voz, con­tra­bai­xo, te­cla­do

Mar­co Zam­bon: voz, gui­tar­ra, vi­o­lão

Car­los D’Incao: voz, gui­tar­ra, vi­o­lão, con­tra­bai­xo

Pau­lo Del Nery: ba­te­ria e per­cus­são

Pro­du­ção exe­cu­ti­va, di­re­ção mu­si­cal: Fá­bio Li­ma

Di­re­ção ge­ral, ilu­mi­na­ção: Fer­nan­do Per­ri

Di­re­ção de som, ce­no­gra­fia: Cláu­dio Di­as

Ce­no­gra­fia, backs­ta­ge, di­re­ção de ima­gens grá­fi­cas: Cris Mó­do­lo

Di­re­ção au­di­o­vi­su­al: Már­cio San­tos

Compartilhe