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Poema: As grandes asas

segunda-feira, 25 de novembro de 2013 Texto de

Sob as asas desta grande ave de ra­pina eu me sinto ame­a­çado, mas tam­bém pro­te­gido.
Elas não nos ex­pli­cam, ape­nas in­tri­gam.
Ali está sua som­bra, mas é no con­traste de suas li­nhas que mais bri­lha o sol.
Sob elas, o duro co­ra­ção amo­lece.
O veio da pe­dra de gelo es­trala.
Está pronto, com­pa­nheiro? Para essa luta a que ela nos atira?
Está pronto para seus ca­pri­chos?
Para sua ge­o­gra­fia pa­ra­do­xal?
Que pode nos ani­qui­lar pela frente em­bora nos in­cen­tive pe­las cos­tas?
Está pronto para ar­ran­car da trin­cheira?
Lembre-se: ar­ran­car não sig­ni­fica ne­ces­sa­ri­a­mente ir adi­ante.
Pode ser tam­bém seu úl­timo passo, e nada mais.
Mas as­sim mesmo, com­pa­nheiro, está pronto?
Vi hoje for­mi­gas, da­que­las gran­des, numa longa co­luna.
Um exér­cito mar­chando so­bre a terra.

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