Impressões

Água mole

quarta-feira, 29 de Maio de 2013 Texto de

É cu­ri­o­so ver que ho­je em dia não po­de mais cho­ver. É tam­bém cu­ri­o­so ou­vir ho­mens pú­bli­cos dan­do con­se­lhos à po­pu­la­ção so­bre os ris­cos de se jo­gar li­xo na rua. Sim, é uma ver­da­de: dos so­fás dei­xa­dos nos ter­re­nos bal­di­os ou nas cal­ça­das mes­mo, até os sa­qui­nhos e sa­co­las ati­ra­dos das ja­ne­las dos car­ros fei­to um ar­ro­to qual­quer, es­sas ati­tu­des co­la­bo­ram pa­ra cau­sar as tra­gé­di­as das chei­as. Coi­sa de gen­te por­ca e bur­ra, os dois ao mes­mo tem­po.

Mas va­mos com cal­ma. Se­não vai pa­re­cer que a cul­pa é só do po­vo. Não. A cul­pa mai­or não é do po­vo. E sim das ges­tões pú­bli­cas que há dé­ca­das não pla­ne­jam as ci­da­des. Não dão bo­la pa­ra se­to­res es­tru­tu­rais. Per­mi­tem ocu­pa­ções imo­bi­liá­ri­as sem cri­té­ri­os am­bi­en­tais ade­qua­dos. Des­pre­zam uma re­a­ção ób­via: a de que to­do lí­qui­do pre­ci­sa es­cor­rer (ou ser en­xu­ga­do, quem sa­be, né?). E ou­tras coi­sas mais.

A água nes­se ca­so não lim­pa. Ao con­trá­rio, des­co­bre to­da a su­jei­ra. E não ape­nas a do po­vo.

Compartilhe