Geral

Prato de verão para uma noite como hoje, sem carne

quarta-feira, 21 de novembro de 2012 Texto de

(Em ho­me­na­gem a Ana Cla­ra Vil­las Bôas Blan­co Ca­va)
Às 4h da tar­de, vo­cê co­lo­cou na­que­la ga­ve­ta da ge­la­dei­ra lo­go abai­xo do con­ge­la­dor um vi­nho bran­co.

***

Pe­gue três fa­ti­as de pão de for­ma light e co­lo­que nu­ma da­que­las tra­ves­sas que po­dem ir ao for­no (não no mi­cro­on­das, no fo­gão mes­mo).
Pas­se so­bre elas uma fi­na ca­ma­da (mas em to­da a área) de mo­lho de to­ma­te. Eu gos­to do Ta­ran­tel­la e sem­pre es­tá com um pre­ço ca­ma­ra­da.
Sal­pi­que um pou­qui­nho de sal.
Cor­te ro­de­las bem fi­ni­nhas de to­ma­te ma­du­ro e co­lo­que três em ca­da fa­tia.
Bo­te mais um pou­co de sal por ci­ma do to­ma­te.
Des­pe­je azei­te ex­tra vir­gem a gos­to (o bom é nem mui­to nem pou­co).
Le­ve ao for­no al­to.

***

Já no pró­prio pra­to on­de vo­cê vai co­mer (de pre­fe­rên­cia um que não se­ja pe­que­no na cir­cun­fe­rên­cia), for­re com três fo­lhas gran­des de al­fa­ce, mas dei­xe um bu­ra­co no meio.
No bu­ra­co, vo­cê põe um pe­da­ço de um bom quei­jo (vo­cê com­pra um pe­da­ço de um bom quei­jo por uns R$ 9 e nes­sa re­cei­ta nem pre­ci­sa ir tu­do, mas aí de­pen­de de seu gos­to e de sua fo­me).
So­bre o al­fa­ce, cor­te (do que so­brou do to­ma­te) umas qua­tro ro­de­las.
Pa­ra ca­da ro­de­la de to­ma­te, umas du­as azei­to­nas.
Abra uma la­ta de er­vi­lha (eu ado­ro) e jo­gue a me­ta­de so­bre o al­fa­ce e o to­ma­te. Se qui­ser dei­xar mais for­te, use tam­bém al­ca­par­ras (eu ado­ro).
Jo­gue sal a gos­to por ci­ma de tu­do is­so (me­nos do quei­jo). De­pois, bo­te azei­te a gos­to.

***

Quan­do vo­cê aca­bar de fa­zer is­so, abra o for­no e o pão já de­ve­rá es­tar bom (cro­can­te). Se não es­ti­ver, abai­xe o fo­go e dê mais um tem­pi­nho até fi­car do jei­to que vo­cê gos­ta.

Ti­re a tra­ves­sa do for­no e co­lo­que o pão em ci­ma do con­teú­do do pra­to.

Es­tá pron­to.

***

Bo­te o pra­to na me­sa. Ti­re o vi­nho da­que­la ga­ve­ta da ge­la­dei­ra. En­cha meia ta­ça. Ao la­do uma ta­ça (ou co­po) de água. É bom sem­pre be­ber a mes­ma quan­ti­da­de de vi­nho e água. Se vo­cê gos­ta do vi­nho bran­co bem ge­la­do, de­vol­va-o ao con­ge­la­dor pa­ra a pró­xi­ma ro­da­da.

***

Nu­ma noi­te co­mo ho­je, abra a por­ta da sa­ca­da (se vo­cê mo­ra em apar­ta­men­to) ou a ja­ne­la de sua ca­sa, dei­xe a bri­sa en­trar. Ela faz par­te do pra­to. As­sim co­mo vo­cê tam­bém po­de fa­zer dois pra­tos ao in­vés de um...

Compartilhe