Vo­cê até po­de ter um bom ano
Di­fí­cil é vi­ver um gran­de dia

É pre­ci­so co­ra­gem pa­ra en­ca­rar os mi­nu­tos
E ad­mi­tir que são pou­co apro­vei­ta­dos, coi­ta­dos!

Pre­fe­ri­mos a abs­tra­ção e a uto­pia
De um ba­lan­ço anu­al con­for­mis­ta
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Bem-vin­do, 2008. Vo­cê po­de en­trar tam­bém, Car­na­val. Na­da con­tra. A úni­ca cha­te­a­ção é o mais do mes­mo. Ex­pli­co: Ive­te San­ga­lo é óti­ma can­to­ra. Aliás, gos­te ou não dos es­ti­los bai­a­nos, to­dos são brin­da­dos por bons in­tér­pre­tes – ex­ce­ção fei­ta a Car­li­nhos Brown, me­lhor com­po­si­tor do que ora­dor de can­ções.
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Belmonte e Amaraí - Texto de João Pedro Feza

terça-feira, 13 de novembro de 2007 Texto de


Diz-se que quan­do um com­ple­ta o ou­tro igual fei­jão com ar­roz é por­que a pa­ne­la achou a tam­pa. A com­bi­na­ção per­fei­ta no amor tam­bém se apli­ca a ou­tros ti­pos de re­la­ci­o­na­men­to. Quan­do ami­za­de (mes­mo que tu­mul­tu­a­da) e ta­len­to se jun­tam, es­tá fei­to o es­tra­go no me­lhor dos sen­ti­dos: a au­di­ção.
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Sofredor - Texto de João Pedro Feza

quarta-feira, 31 de outubro de 2007 Texto de

An­gús­tia em es­ta­do te­le­vi­si­vo: ro­ti­na de co­rin­ti­a­nos. Co­mo eu. Mas va­mos bo­tar o pre­to no bran­co: ago­ra, com a fa­tu­ra de­ci­di­da a fa­vor do Tri­co­lor, o (ex) Ti­mão é a gra­ça de tu­do.

Diz que o ca­ra, co­rin­ti­a­no, che­gou em ca­sa e co­briu a mu­lher de pan­ca­da. Só por­que ela usa­va um to­ma­ra-que-caia.

Mui­tas pi­a­das ain­da vi­rão. Mas o fa­to, ago­ra, é que o Co­rinthi­ans mo­no­po­li­za as aten­ções de to­das as tor­ci­das.
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Difícil - Texto de João Pedro Feza

quarta-feira, 19 de setembro de 2007 Texto de

As coi­sas an­dam di­fí­ceis. Foi di­fí­cil vol­tar a es­cre­ver. É di­fí­cil acei­tar mi­nha ban­da na­ci­o­nal pre­fe­ri­da ruir. E a se­gun­da, su­mi­da. Di­fí­cil as­si­mi­lar o Se­na­do. Du­ro su­por­tar o ca­lor, com­pli­ca­da a TV aber­ta, cha­ta a se­gun­da.

Meu can­tor pre­fe­ri­do es­tá imen­so e re­pe­ti­ti­vo. Mi­nha du­pla fa­vo­ri­ta caiu no os­tra­cis­mo. Mi­nha mu­sa das re­vis­tas en­ve­lhe­ceu e só fa­la bo­ba­gens. Deus não dá um si­nal.
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Os expostos - Texto de João Pedro Feza

terça-feira, 10 de julho de 2007 Texto de

En­tão, é is­so: Re­nan e Ro­riz rou­bam a ce­na en­quan­to os de­mais se en­co­lhem? Sem­pre que um ou dois es­tão em re­le­vo, al­vos de gros­sa acu­sa­ção, de­ze­nas de ou­tros co­me­mo­ram a dis­cri­ção in­vo­lun­tá­ria.

Em ou­tra pro­sa: gen­te graú­da com fi­cha cor­ri­da não fal­ta. Fal­ta é fa­zer uma ope­ra­ção vi­si­bi­li­da­de pa­ra que tam­bém es­tes se ex­pli­quem. Mas, não: o lan­ce é com a bo­la da vez. Ca­dê Mar­cos Va­lé­rio? E a se­cre­tá­ria de­le, não po­sou nem pa­ra fo­lhi­nha de bor­ra­cha­ria? O que re­al­men­te an­da fa­zen­do, além de ca­sar, Jo­sé Dir­ceu? O ga­to co­meu a lín­gua do Ge­noi­no? Aque­les ir­mãos do PC to­cam que ti­po de ne­gó­cio atu­al­men­te? Mi­nis­tro dos Trans­por­tes: aon­de va­mos pa­rar?
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Namorados - Texto de João Pedro Feza

terça-feira, 5 de junho de 2007 Texto de

Fe­liz Dia dos Na­mo­ra­dos, an­tes e de­pois da da­ta. Se vo­cê tem al­guém, por fa­vor, nun­ca dei­xe a coi­sa ni­ve­lar por bai­xo.

No co­me­ço, é aque­le fu­ror. Aque­la can­du­ra. Mis­tu­ra de fu­ra­cão e cal­ma­ria. Tu­do por ela. Tu­do por ele. Um no­jo sau­dá­vel de­mais.

Taí um pe­río­do de pu­ra ma­gia e en­ga­na­ção. De ilu­são com ares de con­cre­tu­de. Fa­se a se cur­tir até o os­so. E além de­le.
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Bai­la­ri­na, car­ros­sel, he­li­cóp­te­ro, a Ter­ra. A Ter­ra. E o liqüi­di­fi­ca­dor tam­bém.

Tan­ta coi­sa gi­ra e o gi­rar ins­ti­ga quem vê. “Pre­ci­so dar um gi­ro por aí.” “É pre­ci­so se vi­rar.” “Dá uma ro­da­da pra sa­ber.”

A ci­da­de ex­pli­ca. Mo­vi­men­to é vi­da em vi­bra­ção. Às vol­tas com a vi­da, pre­fe­ri­mos as­sim.

Mas nem mes­mo o pró­prio pla­ne­ta gi­ra tão lin­da­men­te quan­to um dis­co de vi­nil no pra­to sem­pre re­cep­ti­vo a gi­rar sem quei­xas.
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Helião - Texto de João Pedro Feza

segunda-feira, 14 de maio de 2007 Texto de

Com a rai­va tur­bi­na­da pe­la be­bi­da, de­ci­diu bo­tar tu­do abai­xo. En­trou rá­pi­do no ca­mi­nhão re­cém-des­car­re­ga­do. Na mão di­rei­ta, um pe­da­ço de pau com se­te pre­gos. Em oi­to mi­nu­tos cra­va­dos en­cos­tou o pos­san­te em fren­te à igre­ja. Su­a­va na tes­ta e fa­la­va so­zi­nho. Pra­gue­ja­va aque­la fé das mas­sas ar­do­ro­sas.

Pé na por­ta, He­lião in­ter­rom­peu o cul­to com se­cas ma­dei­ra­das nos ban­cos dos fiéis. Sal­do: 14 pes­so­as fe­ri­das, in­clu­si­ve o pas­tor. E o fi­lho de­le, de ter­ni­nho cla­ro. Fo­ra os pa­la­vrões com ecos.
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Fôlego sertanejo - Texto de João Pedro Feza

segunda-feira, 17 de outubro de 2005 Texto de

Tra­ves­sia do tem­po

Im­por­ta di­zer: Di­no Fran­co, íco­ne da mú­si­ca ser­ta­ne­ja - con­si­de­ra­do por mui­tos o mai­or au­tor vi­vo do gê­ne­ro com 1.500 can­ções com­pos­tas e mais de 50 dis­cos lan­ça­dos - com­ple­tou 69 anos nes­te 8 de se­tem­bro de 2005. Ou, co­mo pre­fe­re di­zer, abriu con­ta­gem re­gres­si­va (e im­pla­cá­vel) ru­mo aos 70 anos - mais de 50 de car­rei­ra ar­tís­ti­ca. In­jus­to pas­sar em bran­co.
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